Viajar de avião pela primeira vez: Como foi a sua experiência?

Quem não ficou totalmente desorientado e ansioso para viajar de avião pela primeira vez, que atire a primeira pedra. Mesmo com instruções de quem já é experiente no assunto, sempre acontece algo para deixar um constrangimento ou um leve apavoramento no ar. As vezes, até o simples ato de perguntar algo para alguém já é motivo para neura. Você passou por isso? Preferiu arriscar ao invés de perguntar e parecer bobo? Então você vai se identificar com essa história e, com certeza, conhece alguém que pode precisar dela.

A mineira de Belo Horizonte, Bruna Queiroz, é uma estudante de jornalismo que participou de um projeto e teve que viajar para São Paulo para cobrir a movimentação dos torcedores nos jogos da Copa de 2014 no aeroporto. Foi sua primeira viagem de avião e também primeira vez no estado. Para ela, foi a sensação mais incrível do mundo! Leia:

“6h00: o despertador avisa que é hora de encarar o que vinha pela frente. A caminho do aeroporto, 943737_3046923467886_174425762_nmuitas orações feitas.

Com o código localizador em mãos, o totem de autoatendimento foi a melhor opção para o check-in, já que a fila para a maneira convencional de fazê-lo estava enorme. Qual poltrona escolher? Não poderia deixar de optar pela janela, afinal olhar para o que ficava em baixo naquele momento seria essencial para a emoção ser total.

Hora de ir para a sala de embarque. Relógio, chave e objetos de metal colocados na bandeja. Passar pelo detector de metais foi engraçado, pois pensei três vezes se tinha esquecido algum objeto que me barrasse. Principalmente quando você percebe que alguns seguranças te olham com ar de desconfiança.

Enfim, chegou o momento de procurar o portão de embarque. Andei de um lado para outro por uns 15 minutos até ter certeza que eu embarcaria pelo portão R4. Quando eu pensava que já entraria no avião, a funcionária da companhia pede que entre no ônibus. Na hora pensei: “Não é possível.. isso é uma pegadinha!”

Não tive outra escolha a não ser seguir o fluxo. Até que me deparei com umas das maiores invenções do homem. Imponente é a característica mais fiel para definir o avião. Subir as escadas, olhar pra trás e perceber que, por algumas horas eu estaria deixando minha família e minha terra querida, trouxe mais uma vez aquele frio na barriga. Comissários de bordo educados e agradáveis passaram confiança com um sorriso. Meu assento era o 19F, achei que nunca chegaria.

Bolsa guardada, cinto de segurança bem colocado, celular desligado e coração na mão. Por alguns instantes, a voz do comandante parecia música: um misto de reggae pela leveza e rock pela adrenalina. O avião ganha velocidade e com ele também acelera a tensão. Não sei se apreciava o movimento de subida pela janela ou cerrava os olhos para a decolagem acabar logo e o avião estabilizar. Em poucos instantes eu já estava no céu.

Quando menos esperei, um barulho me alertou. Tem alguma coisa errada? Era apenas a abertura dos telas que dariam todas as orientações para os passageiros. Logo após as instruções, fiquei na expectativa de que um senhor, aparentando ter uns 90 anos, sentado ao meu lado, ligasse a TV para que eu pudesse imitar. Eu já tinha fuçado,  mas não entendia como fazia para ligar o fone, mudar os canais, etc., no fim deu tudo certo.

O lanche foi servido e em uma hora e cinco minutos o comandante avisa que já íamos pousar. A tensão volta a ser minha companheira. Velocidade sendo reduzida, prédios tomaram a cena que antes era apenas verde. Com o chão cada vez mais próximo, a última ‘’tremida’’, com o toque do avião no solo, foi o sinal de que estava em terra firme. Soltei os cintos, mochila nas costas e na cabeça nada mais que a satisfação de ter sido tudo uma experiência incrível.”

Bruna Queiroz, Belo Horizonte

 

 

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